Aos 21 anos, universitário ganha prêmio internacional Aos 21 anos, universitário ganha prêmio internacional

Aos 21 anos, universitário ganha prêmio internacional

  • Graduação

“Para mim, a pesquisa é um dos pilares básicos para uma faculdade inovadora, progressista e de qualidade, pois a mesma se faz essencial para o entendimento das novas tendências e na identificação de novas oportunidades no mercado. A essência da pesquisa é a capacitação de pessoas com o intuito de gerar inovação”.

Só por essa frase já dá para notar que a relação do estudante Lucas Fagundes Balbinotti, com a ciência é especial. Ele começou a se interessar pela pesquisa influenciado pelo pai, Giles Balbinotti, orientador do estudo. Em 2010 Lucas teve a oportunidade de acompanhá-lo em na Conferência Internacional sobre Fatores Humanos Aplicados e Ergonomia (Applied Human Factors and Ergonomics), em Miami, na Flórida e quatro anos depois esteve no mesmo evento na Cracóvia, Polônia.

O interesse constante em aprender e pesquisar o acompanha durante toda a graduação. Em 2017, teve a primeira participação efetiva em congresso, aos 19 anos apresentou o primeiro estudo de caso, foi estudante voluntário na Conferência de Ergonomia Aplicada (Applied Ergonomics Conference – AEC), na Flórida, em 2018 participou da mesma conferência, em Atlanta. E assim foi criando uma sequência bem-sucedida de trabalhos, que por fim, em 2019 trouxe para Curitiba o prêmio de Criatividade em Ergonomia – Estudante do Ano (Creativeness in Ergonomics – Student of the Year), patrocinado pela CNA Insurance.

O estudo que o levou ao prêmio esse ano, em Nova Orleans, foi uma pesquisa sobre “Impactos humanos e ergonômicos com o advento da indústria 4.0: Conceitos aplicados em uma montadora” — um experimento que verifica a relação da aplicação das ferramentas da indústria 4.0 no meio industrial, efetividade e impacto em indicadores sociais e de performance.

Este prêmio reconhece realizações em aplicações ou investigação em ergonomia, incluindo melhoria de processos, educação, instrumentação aplicada e desenvolvimento de produtos conforme submetido para apresentação em pôster ou apresentação oral na Conferência de Ergonomia. Para Fagner Sotorriva, coordenador do curso de Engenharia de Produção da Unisociesc, a matriz curricular adotada pela instituição de ensino favorece o futuro profissional. “Ficamos extremamente orgulhosos em ajudar nossos alunos a alçar voos cada vez mais altos e é por isso que visamos formar o profissional (Engenheiro de Produção) mais bem preparado à demanda social e tecnológica, e o fazemos integrando pesquisa e prática”, pontuou.

Segundo o estudante premiado, a pesquisa proporciona um alto nível de aquisição de conhecimento. “Nos deixando sempre atualizado referente às novas tecnologias, novas tendências e novas metodologias de trabalho. ”

Quando não está imerso nos estudos, Lucas encontra descanso nas viagens nacionais e internacionais, nos esportes, principalmente jogar futebol e tênis. Ainda esse ano o estudante irá concluir a graduação e se torna oficialmente engenheiro de produção, seus planos futuros são de continuar na “mesma pegada” — viajar o mundo, apresentar pesquisas, conhecer novas culturas. “Mindsets positivos e inovadores e trazer novas tendências mundiais para o Brasil”. Além disso, pretende aperfeiçoar cada vez mais idiomas e se desenvolver tanto profissionalmente, quanto como pessoa.