Conheça o Campus Park, novo complexo de educação e inovação de 70 mil m² da UniSociesc

Idealizado na estrutura do antigo Campus Boa Vista, em Joinville, novo centro da UniSociesc propõe a criação de um ecossistema que une inovação, educação e cultura, incluindo uma incubadora de startups

 

Que tal transformar um campus de uma universidade em um grande ecossistema que une um ambiente de fomento de negócios, dois prédios de coworking, uma incubadora de startups, centro esportivo, hospital veterinário, museu, teatro e ainda um centro de assistência jurídica para populações carentes? Sim, é muita coisa – mas essa foi a ideia da UniSociesc, que transformou o Campus Boa Vista, em Joinville, no novo Campus Park.

O projeto, iniciado em novembro de 2019, envolveu uma profunda reestruturação do antigo campus, que engloba uma área próxima de 70 mil metros quadrados. Tudo com o objetivo de criar um complexo cultural, esportivo e de inovação, aberto para alunos, professores, empresários e até a comunidade local em geral.

“O conceito do Campus Park se baseia em criar um ecossistema independente, capaz de se retroalimentar internamente”, explica Thiago Meira, especialista em Gestão de Marketing e responsável desde o início do projeto pelo gerenciamento dos novos negócios do local, como parcerias com empresas, startups, prefeitura e centros esportivos de Joinville.

Isso, segundo ele, significa oferecer de tudo em um só espaço: um local para trabalhar em empresas e startups, praticar esportes, assistir a peças de teatro, curtir o fim de semana no parque ou museu do campus, e até colocar os filhos na escola de lá. A preferência de utilização será sempre dos estudantes de graduação da UniSociesc, principalmente os que estudam no Campus Anita Garibaldi, a apenas 15 minutos do Campus Park.

Inovação e empreendedorismo em foco: UniSociesc cria incubadora de startups, com preferência para alunos da graduação

Embora a Educação seja o cerne da UniSociesc, no Campus Park o protagonista mesmo deve ser o estímulo à inovação e empreendedorismo. Isso porque dois dos maiores prédios da estrutura do local funcionarão como aceleradores de startups de pequeno e médio porte, que poderão montar seus negócios e dar os primeiros passos utilizando toda a estrutura da UniSociesc – uma forma encontrada para impulsionar o desenvolvimento tecnológico da região.

“Os dois prédios que temos funcionarão quase em um formato coworking”, conta Thiago. O maior deles, com três andares, tem capacidade para absorver cerca de 25 empresas em salas privativas de diversos tamanhos, comportando de cinco até 50 pessoas. O segundo prédio é um bloco de apenas um andar, que funcionará como local de incubação de pequenos empreendedores e startups ainda no início da vida, em um espaço totalmente compartilhado e colaborativo.

Para os estudantes da graduação da UniSociesc, a ideia é que os dois prédios funcionem ainda como uma espécie de hub de conexão entre universidade e mercado. Eles terão prioridade no uso do espaço e serão estimulados a usá-lo para o desenvolvimento de projetos de empreendedorismo, criando soluções, produtos e modelos de negócios inovadores que poderão ser apresentadas a empresas do mercado com parceria no Campus Park.

Esporte e Cultura completam ecossistema completo proposto pela UniSociesc

Os terceiro e quarto núcleos do Campus Park são, respectivamente, ligados às áreas de Esporte e Cultura. Com isso, está concluída a transformação do antigo Campus Boa Vista em um ecossistema completo de inovação, negócios e educação, que se aliam ao lazer oferecido por equipamentos esportivos e áreas culturais no grande complexo de Joinville.

Com uma quadra, um campo de futebol e duas quadras de areia, o centro esportivo pode ser utilizado com condições diferenciadas por estudantes da UniSociesc e funcionários de empresas sediadas no campus.

“A UniSociesc é inclusive patrocinadora de duas equipes locais de basquete, a Blackstar e o Basquete Joinville, que utilizam nosso ginásio como casa de treinamento”, comenta Thiago. 

A ideia, segundo ele, é utilizar a estrutura de lazer em diversas frentes. Além de funcionar com espaço colaborativo, que pode ser utilizado por estudantes, empresas fixadas no Campus Park e até pela comunidade local, o centro esportivo pode receber equipes desportivas locais e oferecer aulas para jovens – está nos planos abrir a escola de basquete do Blackstar, para crianças a partir de seis anos.

Por fim, a cultura também ganha seu espaço no Campus Park da UniSociesc, com o teatro ETT e o Museu da Fundição.

Com espaço para 280 pessoas, o teatro da Escola Técnica Tupy foi aberto para o uso da população com a ideia de funcionar como um “provocador” para o aumento do investimento em cultura em Joinville. “Vamos oferecer para produtores e escolas locais de teatro a chance de apresentarem peças no espaço com um baixíssimo custo, 70% abaixo do preço de mercado”, destaca Thiago. 

O segundo projeto cultural do espaço envolve a revitalização do Museu da Fundição, também chamado Museu ETT. A ideia da UniSociesc é usar a tecnologia para recontar a história dos 60 anos da fundação da Escola Técnica Tupy, que nasceu como curso técnico para capacitar profissionais da região a trabalhar na fundição de metais, uma das principais indústrias de Joinville. 

Campus Park mantém escola, hospital veterinário e núcleo de práticas jurídicas

Do que existia no Campus Boa Vista, serão mantidas a Escola Técnica Tupy (ETT), berço da Sociedade Educacional de Santa Catarina – ou apenas UniSociesc -, que oferece cursos técnicos para o ensino médio, e também o Colégio Tupy, que já oferecia Ensino Fundamental integral Bilíngue e Ensino Médio, e passará a oferecer também o Ensino infantil.

Além delas, segue 100% operante o hospital veterinário universitário da UniSociesc. Tocado por professores e alunos do Campus Anita Garibaldi, que irão cursar os dois últimos anos da graduação no Campus Park, o espaço funciona tanto como um serviço para a comunidade local quanto para que os estudantes possam experienciar na prática a medicina veterinária e resolver problemas reais da profissão.

Por fim, o Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) também será mantido. “Nele, os alunos de Direito oferecem suporte jurídico para a população que não possui recursos financeiros para bancar advogados, ou seja, também apoiam a comunidade enquanto ganham prática para a profissão”, resume Thiago Meira.