‘Estúdio’ da UniSociesc vai informatizar ONGs de Joinville e criar softwares para a comunidade

Site que conecta pessoas que querem doar alimentos às que necessitam é um dos trabalhos em desenvolvimento atualmente

Já imaginou um site que conecta pessoas que querem doar alimentos às que precisam recebê-los? A plataforma mescla uma espécie de tecnologia utilizada em aplicativos como iFood e Tinder e permite o cadastramento de interessados em ambos os serviços. Quando ela consegue reuni-los, há o “match”.

Este é o “Comida em Casa”, um site que está em desenvolvimento pelos alunos dos cursos de graduação em Sistema da Informação, Ciência da Computação, Engenharias e Jogos Digitais da UniSociesc, na unidade Anita Garibaldi. O trabalho integra um projeto de extensão chamado “Estúdio de desenvolvimento de softwares e jogos”, que visa prestar serviços para a comunidade de Joinville, dentro e fora da universidade, com intuito de informatizá-la.

“A ideia é de que o estúdio funcione como um hub, uma empresa que fornece soluções computacionais que a sociedade precisa, desde assessoria para uso de redes sociais, criação de softwares, até outras ações na parte digital. Queremos dar a oportunidade de ONGs, igrejas e grupos de ação sociais se informatizarem e terem uma visibilidade maior dentro e fora da cidade”, explica o professor Adiel Seffrin, professor da área de Tecnologia da Informação do campus Joinville da UniSociesc.

Outra iniciativa já em andamento do estúdio é o desenvolvimento de um sistema que vai possibilitar o agendamento de consultas na clínica da UniSociesc, que é aberta à comunidade. O local oferece atendimento com profissionais da saúde, como nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros. Com o sistema, o usuário poderá agendar seu horário no serviço que necessita, escolhendo data e horário. Além de organizar a agenda, a tecnologia também vai contribuir para que não haja aglomeração no local, muito importante em virtude da pandemia do coronavírus.

O projeto de extensão ainda prevê outras atividades como a atualização de jogos digitais que estejam com tecnologia defasada e o desenvolvimento de outros games, que forem demandados pela população.

No futuro, os alunos vão desenvolver o site do próprio estúdio até para que as pessoas possam acessá-lo e as solicitações sejam canalizadas para os programas corretos. Nesta atividade específica, por exemplo, os estudantes não atuam com a parte de hardware. Mas dentro da UniSociesc, há o Conecte-se, que tem como de uma de suas linhas de trabalho recolher equipamentos de informática que seriam descartados, recuperá-los e destiná-los para entidades filantrópicas.

Aluno consegue adquirir experiência antes de ingressar no mercado

Na visão do professor Seffrin, os trabalhos oferecidos pelo estúdio contribuem com a comunidade de Joinville, que embora tenha um polo de tecnologia e seja “muito industrial, ainda não é muito incluída digitalmente falando.”

“Ao mesmo tempo, as ações permitem que os estudantes adquiram experiência e sintam as dificuldades do mundo do trabalho. O mercado pede profissionais muito capacitados, mesmo que sejam juniores e estejam no início da carreira. Por isso, essa oportunidade é importante. O aluno tem acesso às demandas reais, entende os problemas dos usuários e, além das competências técnicas, desenvolve habilidades como trabalho em grupo, mesmo quando ele acontece com cada um em seu canto, utilizando ferramentas e velocidade diferentes.”