Fiz o ENEM, e agora? Como é calculado o meu resultado? Fiz o ENEM, e agora? Como é calculado o meu resultado?

Fiz o ENEM, e agora? Como é calculado o meu resultado?

E aí? Prova feita. Bateu aquele alívio pós ENEM? Nãooo? A gente entende a sua situação. Tem gabarito, mas não tem resultado final, não é? Aí a ansiedade continua mesmo. Mas fique tranquilo. Enquanto ele ainda não chega, nós vamos explicar com detalhes como é calculado o peso das questões.

Muita atenção nesse post porque a explicação é tão complicada quanto a prova. Mas vamos colocar de um jeito que fique mais simples. Preparado?

Teoria da Resposta ao Item (TRI)

Para começar temos que entender que o ENEM não é corrigido segundo a Teoria Clássica, aquela utilizada nas provas da escola. No modelo clássico, se um teste possui 10 questões e você erra 3, sua nota final será 7, certo? No Exame Nacional do Ensino Médio isso não acontece bem assim. Isso porque eles utilizam a Teoria da Resposta ao Item (TRI), o que fará outros fatores influenciar no resultado. São eles: número de acertos; o peso de cada questão; a análise da consistência do participantes.

Está começando a ficar difícil, né? O número de acertos a gente já sabe como funciona. Vamos explicar agora cada um dos outros fatores.

Que história é essa de peso?

Essa parte é até simples. O ENEM testa e classifica todas as suas questões pelo seu nível de dificuldade. São consideradas “fáceis” e valem menos pontos aquelas questões que possuem a maior quantidade de acertos por parte dos candidatos. Já as classificadas como “difíceis”, são aquelas menos acertadas pelos candidatos em geral, e portanto valem mais pontos.

E a consistência?

Com esse método o ENEM consegue avaliar o grau de consistência do candidato pelo seu nível de conhecimento. Para você entender melhor: se um aluno acerta questões difíceis, o esperado é que ele consiga resolver também as mais fáceis. Se isso não acontece, conclui-se então que o candidato tenha “chutado” aquela questão difícil e acertou contando com o fator sorte. Por isso, essas questões passam a ter um menor peso na sua nota final.

Mas e aí? O que acontece depois?

Aí, entra em ação a Régua de Medição, uma espécie de escala imaginária. Nela, são colocadas todas as questões da prova. As mais fáceis ficam abaixo dos 500, as médias por volta desse valor e as difíceis acima de 500. Dessa forma, é possível calcular a consistência do aluno. O candidato é considerado linear, por exemplo, se ele for bem nas questões complexas e nas mais simples.

Depois disso tudo, o resultado é finalmente calculado

Ufa! Depois de todo esse processo, o ENEM determina então um valor para cada questão, baseado na sua consistência geral. Exemplificando fica mais fácil. Vamos supor que você e um amigo acertaram o mesmo número de questões. Lindo, né? Você até acertou algumas questões difíceis, mas errou outras bem fáceis. Já seu amigo manteve-se consistente. Nesse caso, é bem provável que a nota final dele seja um pouco maior que a sua.

Esse método faz com que o ENEM identifique os “chutes”, determinando assim, o seu nível de conhecimento. Mas fique tranquilo! O fato de chutar algumas questões não vai atrapalhar de maneira trágica o seu resultado. Até porque, esses acertos também são considerados.

Notas máximas e mínimas.

De todo esse cálculo, surgem então as notas máximas e mínimas de cada área de conhecimento, que são divulgadas pelo ENEM junto às notas individuais. Com esses valores, você conseguirá identificar se mandou bem ou mal na prova.

Ah! A prova de redação é corrigida no modo tradicional. A pontuação vai de 0 a 1000. Mas isso já é assunto para um próximo post, né?

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Muito sucesso para você!