Inspire-se com as práticas educacionais de Cezar de Azevedo Inspire-se com as práticas educacionais de Cezar de Azevedo

Inspire-se com as práticas educacionais de Cezar de Azevedo

Individualização do conhecimento, aprendizagem na prática e pegada forte de mercado de trabalho levaram o coordenador de curso a não perder nenhum aluno no processo de rematrícula.

Cezar Augustus Essenfelder de Azevedo é coordenador do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) da Unisociesc Curitiba e recebeu, recentemente, o prêmio de coordenador com a maior retenção de alunos do Grupo Ânima Educação, do qual a UniSociesc faz parte. Cezar alcançou uma marca espetacular: evasão zero. Isso significa que ele não perdeu nenhum de seus alunos, todos fizeram a rematrícula no curso para o semestre seguinte. Em tempos em que a educação é um mercado bastante competitivo, esse é um feito incrível.

Formado em Análise de Sistemas e Processamento de Dados e com 30 anos de experiência na área de tecnologia da informação, há sete anos Cezar ingressou no universo da educação. A convite da diretora da regional Curitiba, Andreia Caldani, que buscava um profissional inovador, que unisse vivência de mercado com novas práticas de ensino de TI, Cezar tornou-se coordenador na UniSociesc.

Sua criatividade e diferenciação em sala de aula vêm, em grande parte, das experiências profissionais que viveu antes da docência. Cezar já trabalhou em empresas como Daimler Chrysler, BMW, Mondelez, Battistella Holding e Unimed Campo Grande. Atualmente, atua também no grupo Madero, na área de inovação, tecnologia e processos – Big data, machine learning e novas tecnologias para os negócios do grupo.

Considerado um professor que adota formas menos ortodoxas de ensino, ele questiona em larga medida o funcionamento de uma sala de aula tradicional e prioriza um ensino focado no aluno como protagonista. O reflexo é o reconhecimento dos estudantes, com índices quase inexistentes de faltas e nenhuma desistência, transferência ou trancamento de matrícula no curso de ADS.

Confira a entrevista com o professor Cezar, onde ele fala um pouco sobre como traz sua experiência de mercado para a sala de aula e faz dela uma ferramenta para a formação dos seus alunos.

1. Qual foi sua reação ao saber que recebeu o prêmio de coordenador com a maior retenção de alunos?

Esse resultado é mérito do time de professores comprometidos com a proposta de valores da instituição e também dos alunos, que se dedicam ao aprendizado. Nenhum aluno desistiu do curso, todos permaneceram. Existe uma ligação muito forte entre nós e eles. Os professores que trabalham conosco estão conectados nesse mesmo propósito. O segredo? É não ter segredos.

2. Qual a estratégia para lançar uma forma de ensino disruptivo em programação?

É suscitar na mente do aluno que programação não é difícil, requer um cérebro computacional e a disposição de aprender na prática o que normalmente só é visto na teoria.

3. Quais métodos são necessários para inovar na forma de ensinar em sala de aula atualmente?

A maioria das escolas faz um currículo voltado para o aluno virar cientista de desenvolvimento de sistemas, ou aluno como produto, um número para compor uma renda para gerar receita. Nós somos voltados para atender os alunos e as necessidades de mercado. O primeiro passo do aluno é se descobrir nesse universo e entender que ele não está na sala de aula apenas pelo diploma. Damos as ferramentas e eles constroem as pontes que os levarão ao primeiro emprego no mercado de trabalho. Nossa pegada de mercado é muito forte.

4. Estrutura física e grade curricular são importantes para aproximar o aluno do mercado?

A maioria das grades de ensino de informática obedece um modelo ultrapassado. Os alunos têm ânsia de aprender linguagem de programação, é Python (referência a uma linguagem de programação de alto nível) desde o primeiro dia de aula. Já estive em salas onde havia somente um computador para cada três alunos. Enquanto um programava, os outros eram meros espectadores. Na UniSociesc é um computador por aluno. Temos um plano de desenvolvimento traçado e individualizado para cada um. Esses fatores são fundamentais para que o nosso aluno chegue forte no mercado.

5. Qual o segredo para manter os alunos motivados em sala de aula?

Aprendi, nos últimos anos de coordenação, a ser muito transparente e honesto com meus alunos, ter capacidade de admitir os erros e solucioná-los. É dessa forma que nos adaptamos a cada aluno da escola. A gente conhece a necessidade deles e foca na individualização do conhecimento para o crescimento coletivo no decorrer do curso.

6. E sobre o futuro?

O futuro será da inteligência artificial. Ao invés de vê-la como ameaça aos nossos empregos, temos que formar pessoas capazes de treinar robôs e torná-los aptos a criar sua própria inteligência, interpretando informações dentro de sistemas. Alguns cursos centenários já não atendem às demandas do mercado, que precisa de bons engenheiros, mais que qualquer outra formação. Investir em cursos que disponibilizam recursos tecnológicos e computacionais é muito oneroso, mas vital para a sociedade. O futuro é agora.