Medicina Veterinária da UniSociesc tem conceito máximo do MEC e está em cinco das nove unidades da instituição

Clínicas veterinárias, centro cirúrgicos, laboratórios e mesas de anatomia touch screen são destaques da infraestrutura aliada à excelência do corpo docente

Um dos cursos mais procurados na UniSociesc, o de Medicina Veterinária, é oferecido em cinco das nove unidades da instituição. O ministrado no campus São Bento do Sul recebeu nota 5, a máxima, em avaliação do Ministério da Educação (MEC), em 2018. As unidades de Blumenau e Itajaí tiveram 4, o que também as deixam no campo da excelência em ensino. Os cursos de Florianópolis e Joinville ainda não foram avaliados pelo MEC. 

Para formar esse indicador, o governo federal utiliza o Enade, prova que mensura a aprendizagem do aluno no ensino superior, além de informações sobre a titulação do corpo docente das instituições e a percepção dos alunos sobre o processo de formação oferecido.

Mais de 75% dos professores da UniSociesc possuem mestrado ou doutorado. A equipe formada por professores e coordenadores que atua nos cursos de Medicina Veterinária tem, ainda, inserção no mercado de trabalho e ampla experiência acadêmica. Alguns dos docentes concluíram o doutorado no exterior.

Aliada à experiência e qualificação do corpo docente, os alunos de Medicina Veterinária da UniSociesc ainda desfrutam de uma infraestrutura completa para desenvolverem as competências necessárias para a profissão. As unidades possuem clínicas veterinárias com consultório, área de recepção, raio x digital, laboratório de análises clínicas, farmácia, sala de esterilização, ala pré-cirúrgica, centro cirúrgico e espaço pós-cirúrgico para pequenos animais, com os encontrados fora da universidade.

Além das clínicas, os estudantes têm ainda à disposição laboratórios específicos que permitem o desenvolvimento de atividades multidisciplinares, como práticas veterinárias e microscopia. Há também as mesas de anatomia com tecnologia touch screen que aliada aos laboratórios com peças originais permitem que os alunos aprendam mais sobre a estrutura e sistemas dos corpos dos animais. 

O Coordenador Regional de Ciências Agrárias e Meio Ambiente da Ânima Educação no Sul do Brasil, Eduardo Alexandre de Oliveira, explica que a unidade de Joinville, campus principal da UniSociesc, possui estrutura para a criação de um hospital veterinário porque tem instalações e capacidade para funcionar 24h. Além disso, tanto a unidade de Joinville como a de São Bento do Sul também contam com um centro cirúrgico para grandes animais, como cavalos e bois. 

“As estruturas são muito semelhantes de uma unidade para outra, Oferecemos condições para os alunos se desenvolverem seja em salas de aulas ou em laboratórios de última geração com materiais novos que condizem com o que há de melhor no mercado de trabalho”, afirma Oliveira. 

Estrutura do curso 

O curso tem cinco anos de duração e o currículo inclui Unidades Curriculares (UCs) como clínica cirúrgica de cães e gatos; medicina de ruminante; medicina e criação de equinos; meio ambiente e medicina de animais selvagens; medicina veterinária e investigativa, que estuda a necropsia e exames para identificar a causa da morte dos animais; entre outros conteúdos. 

Há ainda as UCs Duais, que são cursadas em empresas parceiras da UniSociesc, oferecendo ao estudante a oportunidade de aprender dentro de um ambiente profissional real. Ao concluir cada UC, o aluno é certificado. No caso das Duais, a certificação é feita tanto pela universidade quanto pela instituição do mundo do trabalho.  

O currículo inclui também os projetos de extensão que devem preencher pelo menos 10% da carga horária do curso. Esses trabalhos aproximam a universidade da comunidade onde está instalada e ao mesmo tempo colaboram para o desenvolvimento de competências socioemocionais como comunicação, liderança e trabalho em equipe. 

Oliveira cita como exemplos entre os projetos de extensão já realizados o de equoterapia, que utiliza os cavalos dentro de uma abordagem multidisciplinar em crianças atendidas pela APAE; e o projeto Quatro Patas, que permitiu a realização de palestras em toda Santa Catarina em escolas das redes pública e privada sobre a conscientização do bem estar animal. 

Outro trabalho lembrado pelo coordenador foi o que os alunos debatiam em inglês casos clínicos e artigos científicos da área, como forma de treinar um segundo idioma. 

Mundo do trabalho 

Oliveira, que coordena a área da Ânima Educação na Região Sul e também é médico veterinário, afirma que nunca faltará trabalho para o profissional formado em Veterinária. O especialista lembra a tendência de muitas famílias adotarem pets.

“As pessoas veem cães e gatos como parte da família e hoje em dia pagam valores por uma cirurgia, por exemplo, que não pagariam antes. Dessa forma, aumentou muito a procura por profissionais da área”, reforça Oliveira. 

O Brasil possui uma das maiores populações de pets do mundo. No ano passado, eles eram 141,6 milhões entres cães, gatos, aves canoras e peixes ornamentais. Não à toa, a indústria desse setor no país faturou, em 2019, o montante de R$ 22,3 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). 

Outro nicho de mercado veio com a produção de carne e leite, sempre em alta no Brasil. “A prática exige que mais veterinários trabalhem no campo, na área de tecnologia e inspeção de produtos de origem animal. Depois do abate do animal, o veterinário é o único profissional que faz inspeção desse produto para liberar ou não para o consumo humano”, diz. 

A graduação em Medicina Veterinária tem um caráter mais generalista, depois o aluno pode buscar uma especialização com cursos de pós-graduação, que também são oferecido pela UniSociesc.