Quatro dicas na hora de escolher o projeto de extensão

Compatibilidade de horário e afinidade com o tema das atividades são importantes para que o aluno tenha uma experiência rica e agradável

Uma boa oportunidade de colocar em prática o aprendizado adquirido durante o curso de graduação é por meio das atividades de extensão. Nestes projetos, os alunos podem ter contato direto com a comunidade e, em muitos casos, vivenciar os desafios reais da profissão.

Desde 2018, uma diretriz do Ministério da Educação determina que pelo menos 10% da carga horária total dos cursos de graduação sejam destinadas às atividades extensionistas. Elas podem ocorrer em forma de programas, projetos, cursos, oficinas e eventos.

Cada instituição de ensino é autônoma para montar seus projetos, de acordo com o perfil da comunidade do entorno, do portfólio de cursos que oferece, e de preferência a partir da escuta dos estudantes. Também fica a cargo da instituição criar processos seletivos para montar as turmas de alunos, caso a demanda seja maior do que o número de vagas disponíveis para cada uma das ações.

Mas você sabe o que deve ser levado em conta na hora de optar por um projeto? Veja dicas:

Horários compatíveis

O primeiro passo é verificar se o projeto que te interessa cabe dentro de sua grade curricular obrigatória do semestre. Verifique também se as atividades são presenciais, remotas ou híbridas, e se a modalidade adotada atende ao seu perfil.

É comum que logo na chegada à universidade, o aluno se anime com a quantidade de atividades extracurriculares disponíveis e até com as opções de lazer e entretenimento que fazem parte da experiência acadêmica. Por isso é fundamental se organizar nos horários e encaixar o projeto de extensão que seja possível dentro de sua rotina universitária.

Afinidade com o tema

Os projetos de extensão têm duração mínima de seis meses, por isso é importante escolher temáticas com as quais você tenha alguma afinidade. Mais bacana ainda se ela estiver relacionada ao seu projeto de vida, porque vai possibilitar que você entenda se está no caminho certo, enriqueça sua formação e dê os primeiros passos em direção ao mundo do trabalho.

As ações extensionistas estão muito relacionadas aos problemas identificados no entorno da universidade. É o momento em que a instituição pode devolver conhecimento em forma de resolução de problemas e melhoria de qualidade de vida para a população.

Nos cursos da área de Saúde, é muito comum que a extensão ocorra com atendimentos nas clínicas instaladas nas escolas, seja com consultas médicas, com fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos ou dentistas.

Vontade de aprender outros assuntos

O projeto de extensão que você optou não precisa estar diretamente ligado à área da sua graduação. Se você tem vontade ou curiosidade de aprender sobre outros temas, e possui habilidades que não necessariamente fazem parte do escopo do seu curso, vale a pena inovar. Até porque muitos projetos são interdisciplinares e não atuam apenas com uma ou outra disciplina específica.

As extensões trazem aprendizados muito ricos que nem sempre estão ligados às competências técnicas. Como os trabalhos ocorrem na comunidade, é um grande momento para desenvolver empatia, solidariedade e outras soft skills fundamentais para formação da cidadania, mas também muito valorizadas no mundo do trabalho.

Possibilidade de propor novos temas

O aluno também tem a chance de propor novas temáticas para os projetos de extensão. Como eles estão muito relacionados à comunidade, é comum que sofram adequações de um semestre para outro.

Professores e gestores do ensino superior costumam estar abertos para implementação de novas ideias que atendam às necessidades dos estudantes e da comunidade. Para ser apresentada, é importante que as propostas tenham itens como tema, público-alvo, objetivos, fundamentação teórica, metodologia e resultados esperados.