Segunda graduação: saiba por que vale a pena voltar para a faculdade

Conheça a história da professora Mara Jeanny Ferreira da Silva: depois de dedicar toda a carreira para Educação, está estudando Psicologia 

Fazer um segundo curso de graduação exige dedicação, mas tende a atender os objetivos tanto de quem planeja migrar de profissão quanto de quem quer se aprofundar em determinada área. Ou ainda quer realizar sonhos. 

Retornar para a faculdade com mais maturidade e consciência confere ao estudante uma experiência totalmente diferente. Fora que adquirir conhecimento nunca é demais. 

Para quem ainda tem dúvidas se quer encarar mais uma empreitada educacional, vale a pena conhecer a história da professora da Unisociesc Mara Jeanny Ferreira da Silva, de 43 anos. Depois de passar a vida toda se especializando na área da educação, ela voltou novamente para a graduação, desta vez em Psicologia, na própria UniSociesc, no campus Anita Garibaldi. 

Mara cursou Magistério em nível médio, fez licenciatura em Letras e mestrado em Filosofia da Educação. Uma vida toda voltada a estudar Educação. Leciona há duas décadas, são dez anos só na UniSociesc. Atualmente é responsável pelas Unidades Curriculares de alfabetização e letramento; e inclusão e Libras. Também coordena o projeto de extensão “Contando Histórias Cantando Poesia” aberto a todos os estudantes da UniSociesc, em que prevê contação de histórias em casas de repouso. O projeto está disponível na versão virtual pelo Instagram (@historiasepoesiasuni). 

A vontade de fazer outra graduação existe desde que Mara fazia as pesquisas para o mestrado sobre acesso da população indígena ao ensino superior. O despertar, entretanto, ocorreu quando ele teve a oportunidade de lecionar, na UniSociesc, para os cursos de diferentes áreas, por conta da proposta da Ânima Educação que prevê que professores com formações variadas transitem pelas graduações de todos as áreas de conhecimento. 

“Com a possibilidade de trabalhar em diversos cursos, percebi que poderia gostar de outras áreas. Eu não fiquei uma professora direcionada dentro um curso só. Com a graduação de Psicologia está sendo muito bom compreender o ser humano. Para mim, abriu um leque possibilidades. O professor não pode ficar resumido a quatro paredes”, diz Mara. 

Profissões concomitantes

Mara conta que vai continuar lecionando porque é sua escolha, mas pretende aliar o trabalho como psicóloga, embora ainda não tenha decidido em que área irá atuar. “Estou em um momento de experimentação, quero participar de estágios nas mais diferentes áreas da Psicologia. As duas profissões estão interligadas, a Psicologia só vai me tornar uma pessoa melhor, trazendo ferramentas para lidar com as interações com os alunos. Uma completa a outra”, afirma.

Uma das vantagens salientadas por Mara na escolha de fazer a segunda graduação, é que desta vez ela não tem pressa para concluir o curso e se colocar no mercado de trabalho, pois a primeira formação já lhe deu estabilidade financeira.

Outro ponto é que um novo curso traz consigo a possibilidade de ampliar o networking e o círculo de amizades. 

“Preciso desconstruir alguns pré-conceitos e lidar com os estudantes que estão na faixa etária diferente da minha. Se bem que com isso já estava acostumada por ser professora, o que me deixa mais jovem, contemporânea e ligada à realidade. E há momentos em que a diferença de faixa etária praticamente deixa de existir”, afirma Mara.  

‘Estudar sempre vale a pena’

Para ela, o Ensino Superior não é fácil, exige dedicação, mas é para todo mundo. “O profissional que já tem uma formação tem mais consciência do seu papel, e sabe por que está estudando. Estudar sempre vale a pena. Se eu for fazer outra graduação ou me especializar, isso vai contribuir para o meu crescimento pessoal ou profissional. O mais importante é ter acesso, o acesso à educação precisa existir”, conclui.