Sistemas para Internet ou Sistemas de Informação: qual é o curso certo para mim?

Bacharelado traz visão mais ampla e conhecimento em gestão e big data; por outro lado, tecnólogo aborda marketing digital. Ambos têm mercado de trabalho aquecido

Os interessados em se qualificar nas áreas que abarcam o universo da Tecnologia da Informação têm à disposição uma série de cursos de graduação. Entre os oferecidos pela UniSociesc, estão Sistemas para Internet e Sistemas de Informação.

Mas você sabe qual a diferença entre eles? O curso de Sistemas para Internet é um tecnólogo, em que os alunos aprendem programação, modelagem de softwares, e desenvolvem as competências necessárias para criar sistemas de internet, seja páginas de web, intranet, conteúdo para aplicativos e interfaces, entre outros.

Se você tem pressa para adquirir o diploma universitário, esta pode ser uma boa escolha. Como é um curso superior de tecnologia, a duração é mais curta, são cinco semestres. As Unidades Curriculares estão bem alinhadas às tendências de mercado, como marketing digital e SEO; inteligência e otimização de interfaces; sistemas distribuídos e mobile; sistemas computacionais e segurança, entre outros.

“O mercado para este profissional é bastante aquecido, até porque ele se forma muito rapidamente. O curso absorve tanto o aluno que já trabalha com o desenvolvimento de softwares e quer aprofundar conhecimento, quanto o recém-saído do ensino médio”, afirma Ricardo José Pfitscher, coordenador dos cursos na área de Tecnologia da Informação da unidade Joinville Anita Garibaldi.

Bacharelado traz visão de gestão e conhecimento em IA

Já a graduação em Sistemas de Informação é um bacharelado, com duração de oito semestres, que confere ao estudante uma formação muito mais ampla do que a do tecnólogo. “As duas formações trabalham com aspectos semelhantes, como programação e preparação do ambiente on-line, requisito inerente a todos os cursos de Tecnologia da Informação. Mas o curso de Sistemas de Informação vai além, a formação está voltada à gestão, definindo qual o sistema ideal para um determinado requisito, fazendo a melhoria contínua dele e a governança do recurso”, reforça Pfitscher.

Se você tiver disponibilidade, vale a pena apostar no bacharelado porque ele ajuda a desenvolver competências e habilidades muito aderentes e requisitadas no mundo do trabalho. “O curso de Sistemas de Informação traz uma visão de gestão, também inclui Inteligência Artificial (IA) e Big Data, que não aparecem no tecnólogo.

Embora seja mais completo, o curso de Sistemas de Informação, o bacharelado, não aborda os conceitos de marketing digital, como no de Sistemas para Internet, o tecnólogo. Sua grade curricular contempla Unidades Curriculares como governança e serviços de TI; gestão e qualidade de software; direito digital; arquiteturas empresariais; análise de dados e big data; entre outros conteúdos.

Pfitscher afirma que os alunos que concluem o tecnólogo têm, ainda, a opção de partir para o bacharelado em seguida para complementar a formação. Quem faz esse caminho pode dispensar boa parte das UCs de Sistemas de Informação, já cursadas no tecnólogo de Sistemas para Internet, e adquirir outra titulação em apenas dois anos.

Home office e idiomas

O home office já era um modelo muito comum de trabalho para estes profissionais antes mesmo da pandemia, já que muitas vezes atuam de forma autônoma. Entretanto, segundo Pfitscher, algumas companhias evitavam manter os colaboradores trabalhando em casa, temendo a segurança que envolve códigos sigilosos e possíveis vazamentos.

“Mas essa visão logo mudou e os empregadores perceberam que não era um problema. O trabalho remoto também trouxe a possibilidade de as empresas contratarem profissionais do Brasil inteiro, e não só na região em que estão. Se o profissional falar inglês, então, pode trabalhar no mundo inteiro”, finaliza.