UniSociesc promove acessibilidade digital e oferece formação básica em programação

Conecte-se e Programar são dois projetos de extensão realizados pelos alunos de graduação da área de Tecnologia da Informação do campus Anita Garibaldi

Comprometida com sua função social de promover melhorias na comunidade em que está inserida, a UniSociesc realiza uma série de projetos de extensão em diversas áreas do conhecimento.

Em Tecnologia da Informação, os alunos dos cursos de graduação em Sistema da Informação, Ciência da Computação, Engenharias e Jogos Digitais da unidade Anita Garibaldi estão desenvolvendo dois projetos de grande impacto social – e digital: o Conecte-se e o Programar.

No Conecte-se, os alunos querem oferecer acessibilidade digital a quem necessita, sejam eles idosos, professores que não são nativos digitais ou estudantes com pouco acesso às ferramentas tecnológicas. São demandas que podem ser atendidas em uma palestra de uma hora ou até um curso de dois meses de duração, a depender da necessidade apresentada.

“Queremos levar inclusão digital, pode ser ajudando professores com o uso de novas ferramentas, no Facebook ou no TikTok, os ensinando a usar o Zoom ou, ainda, colocar um filtro no Meet para engajar os alunos nas aulas on-line. Os alunos geralmente são nativos digitais, já os professores, às vezes, com um pouco mais de idade, podem ter resistência maior ao uso dessas tecnologias”, explica Adiel Seffrin, professor da área de Tecnologia da Informação da UniSociesc.

O programa vai atender as demandas que chegam da comunidade, e não está formatado para um só público. “Podemos dar um treinamento para uma escola no interior da cidade, ou montar um curso sobre uso de Windows para a terceira idade”, exemplifica.

Dentro do Conecte-se, a universidade ainda vai trabalhar com outra área de atuação, a que agrega o hardware. O projeto prevê o recolhimento de equipamentos de informática que seriam descartados, para que sejam consertados e encaminhados para instituições beneficentes.

“Muitas pessoas trocam de computador, e não sabem como e onde fazer o descarte. Dessa forma, além de reduzirmos o descarte, vamos conseguir doações de computadores e outros equipamentos para escolas, igrejas, ONGs”, conta Seffrin.

Programação é a base dos trabalhos em TI

Ainda com o intuito de promover mais inclusão digital, embora seja uma formação mais específica, o Programar, outro projeto de extensão da UniSociesc, quer ensinar a base da programação.

A princípio, a atividade foi pensada para alunos de ensino médio, como se fosse um preparo para um curso técnico. Mas, alunos e professores resolveram ampliar o escopo para qualquer pessoa que tenha interesse em aprender mais sobre o mundo dos códigos.

Para iniciar os trabalhos, o Programar vai oferecer um curso de programação básica para os calouros da área de TI da UniSociesc. O objetivo é que as aulas sirvam como base para que eles cheguem às Unidades Curriculares de programação com mais informação.

“Nesta atividade, o foco está mais perto do domínio dos códigos do que da aplicação. Quem não souber fazer programação nos próximos dez anos, não vai ter encaixe no mercado. Saber programar vai se tornar uma necessidade. É o básico do TI”, diz Seffrin.

O docente reforça que ações como o desenvolvimento de sites, criação de sistemas de controle de estoque, jogos de celular, ou automatização de uma casa, por meio de tecnologia como “Alexa”, exigem a mesma lógica de programação, que depois é agregada com suas especificidades.

“Se você consegue organizar a rotina do seu dia a dia, consegue programar. Tem alunos que se formam em Análise de Sistemas que não gostam de escrever códigos. Mas é necessário, e não para por aí. É preciso ir além, pensar como o sistema vai funcionar, de que forma seu cliente vai utilizá-lo. Não é sentar e escrever código, isso é só uma parte do trabalho”, finaliza.